Professores-cursistas, postem aqui seus comentários sobre a matéria "Educação na rede", da Revista Isto é. Cliquem no link abaixo para visualizarem o referido artigo.
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/1964/artigo52914-1.htm
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
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4 comentários:
A reportagem começa por constatar algo que é recorrente na Educação do País: a posição que ela ocupa no conjunto das prioridades (?) nacionais, a saber, a última.
Ela também resvala, em alguns trechos, para um endeusamento da tecnologia que não tem correspondência com a realidade. Esquece-se de dizer, por exemplo, que a tecnologia em si, como de resto tudo que existe, pode ser boa ou pode ser má, tudo dependendo, no caso em questão, de como a encarem e dela façam uso o Estado, o docente e o aluno.
Quanto a nós, observo que a maioria a rejeita, por todas as razões, algumas até em contradição com nossa condição de educadores.
Alega-se falta do material; quando o material chega à escola, alega-se desconhecimento da técnica; quando a técnica é oferecida, alega-se falta de tempo para aprendê-la. Um ou outro que vença estas barreiras, quando se dispõe a usar a sala de informática, esbarra na falta de orientadores tecnológicos - cadê a senha?!, quem abre a sala?, quem fecha? E por aí vai. Resulta que a sala de informática, nas poucas unidades em que ela existe, fica sem uso, ou é subutilizada.
De minha parte, vejo com otimismo a chegada destas novas ferramentas, tanto mais que elas vão tornar evidente aquilo que muitos de nós quase sempre esquecemos: quem aprende é o aluno, quando se torna agente da própria aprendizagem, vale dizer, quando quer de fato aprender. É por isto, decerto, que alguns deles conhecem melhor que nós – que bom! – estas ferramentas. Neste aspecto, aliás, mais que em outros, tenho aprendido muito com eles.
Que venham, portanto, a internet, os blogues, o smartboard e tudo o mais que aumente as possibilidades de aprendizagem motora, intelectual, política e afetiva de nós todos.
(Victorino Aguiar)
http://victorinoaguiar.blogspot.com/
Victorino, gostei muito de seus comentários, inclusive os da aula, muitos dos quais você retomou aqui.
Entendo sua inquietação quanto à morosidade por parte de alguns professores, pois, como você mesmo disse, está sentindo isso na pele, já que tenta desenvolver um projeto e não tem muito apoio.
Toda inovação traz incômodos, sempre foi assim ao longo da história. Fico muito feliz quando percebo que, mesmo com tanto descaso por parte do governo, ainda há professores que enfrentam barreiras buscando o melhor para os alunos.
Grande trabalho, meu caro, aqui e na vida.
Ah, parabéns pelo Blog. Nessa nossa vida tão atribulada e, muitas vezes, fria, o que falta é poesia. É bom ter um poeta no grupo. Abraço.
A reportagem em questão discute os temas que foram abordados em nosso último encontro de uma forma ampliada. O ensino a distância, sem dúvida alguma, é uma tendência, aliás, uma realidade e atende, como discutimos no encontro, aquela turma que não tem tempo para frequentar um curso presencial. É claro que isso exige bastante disciplina do sujeito, mas é uma nova possibilidade de formação. Quanto aos recursos utilizados nas escolas, ainda que por enquanto discretamente, é um avanço e nós, educadores, precisamos incorporá-los aos nossos planos de aula. É uma contradição gigantesca que educadores que vivem falando em mudanças, em avanços, em superação, apresentem tantas resistências aos meios tecnológicos como constatamos em diversas situações. Como disse o companheiro Vitorino, que sejam bem vindas todas essas novidades e que consigamos utilizá-las em nossas aulas como eficientes ferramentas facilitadoras da aprendizagem.
Quanto a resistência ao "internetês" por parte de muitos companheiros professores de língua portuguesa, penso tratar-se apenas de mais uma variação linguística que não ameaça a estrutura da língua. O desafio é fazer com que os usuários de tal modalidade entendam que a mesma refere-se ao espaço online e não a sala de aula. Resolvida esta questão, não vejo com o que nos preocupar haja vista que nossa língua tem inúmeras outras variações e nem por isso passa por um empobrecimento. O que empobrece a língua é a falta de leitura e não o uso do internetês.
Ainda sobre o último encontro, foi uma belezura, gostei muito; acho que as discussões foram todas muito pertinentes e como sempre, a diversidade de opiniões sempre contribui para a nossa formação. Como diria o Raul, "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo."
Isac Machado de Moura
Para termos maior atenção por parte dos alunos, a educação na rede é essencial. Como mostra a reportagem, como competir com esse mundo virtual da internet, se a nossa clientela está sempre "in", nós docentes é que estamos "out", se não adotarmos para ontem o uso da net em nossas vidas. Só chegou para ajudar, somar e multiplicar conhecimentos, largar a coisa estática, dinamizar as nossas propostas. Devemos sim, nós professores, nos esforçar e alcançar essa geração virtual. Quanto ao que foi dito sobre investimentos na rede pública, só vendo para crer. Na minha escola, não contamos com a conexão, computadores estão parados, obsoletos e só nos cabe cobrar e aguardar. Até que finalmente o sonho se torne realidade.
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