Professores-cursistas, postem aqui seus comentários sobre a matéria "Educação na rede", da Revista Isto é. Cliquem no link abaixo para visualizarem o referido artigo.
http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/1964/artigo52914-1.htm
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
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15 comentários:
O que me preocupa é a ampliação da diferença que se cria entre o aluno da rede pública e da rede particular. São mundos tão distantes ainda... Coisas do Brasil que fabrica e congrega mundos opostos de analfabetos ao superdotado digital. Vale lembrar que precisaremos redefinir o conceito de professor. O Tutor não precisa ser exatamente um professor/educador nos moldes que estamos habituados.
Aproveitando a definição Lévy para virtual, em que ele brinca com as categorias de tempo e espaço (é desterritorializado e atemporal) em relação ao professor se pode brincar com as categorias gênero (masculino e feminino), com as categorias profissão, avaliação entre outros. Haverá, sem sombra de dúvida, uma evolução de sentidos e valores, tal qual acontence na bioética.
Acho que há vários itens a serem abordados ao tomarmos tal reportagem como estímulo, como base, mas o que mais me nortou foi mesmo a questão do abismo que muitos vêem entre o ensino público e o privado, também ressaltado em tal matéria. Sinceramente não consigo ver taaaaanta diferença assim entre um e outro, e considero a Educação, como um todo, falida. Acho que as escolas particulares têm mais computadores e projetos, mas a maior parte é puro "enfeite" também, como em muitas escolas públicas, que enchem a boca dizendo que têm laboratório de informática, mas usar DEVIDAMENTE tal sala, tal recurso, que é bom, nada, por faltar o básico: experiência, orientação.
Com relação à Língua Portuguesa e à questão do internetês, tão presente em nossa vida, direta ou indiretamente, acho que é melhor fazer a moçada escrever dessa maneira "moderna e aparentemente inculta" do que não fazer a mesma produzir nada. Tudo é uma questão de se adequar, de orientar, de separar os dois mundos, com cuidado. A tecnologia, e tudo o que vem dela, deve ser vista como uma aliada e não como uma ameaça... precisamos caminhar para a frente e não permitir que nos apeguemos ao velho, por puro medo de ousar. Acho que é esse o caminho!
Aproveito para dizer que gostei muito do módulo e da maneira como o professor Tiago conduziu a aula, que, com sinceridade, pra mim, foi a primeira que realmente disse a que veio. Um abraço. Dever de casa parcialmente feito. rs rs rs
Rosana, acho que existe esse abismo não só no Brasil. Sabemos que até em "países de primeiro mundo", como a China, há pessoas que não têm o que comer e outras que moram em casas hi-tech.
Além disso, com certeza o conceito de professor deve ser repensado, já que, como vimos na aula, as TICs vêm para transformar o aluno em pesquisador.
Andreia, concordo quando vc diz que há escolas privadas que não são tão diferentes assim das públicas. Também como vimos na aula, há de tudo: particulares boas e ruins; públicas boas e ruins.
Você também tocou em um ponto essencial: não adianta ter a tecnologia na escola se não há professor apto a utilizá-la.
No próximo encontro, mostrarei um vídeo totalmente parodoxal nesse sentido, em que uma professora fala sobre o uso de tecnologia, mas não a usa.
Também tenho o mesmo ponto de vista em relação ao Internetês. Não devemos proibi-lo, como alguns fazem, devemos orientar os alunos, mostrá-los onde e quando eles podem utilizá-lo, mas, para isso, precisamos conhecer bem esse "novo mundo".
Ah, obrigado pelos elogios. Farei de tudo para o próximo encontro ser ainda mais instigante e proveitoso para todos.
Parabéns às duas pelos comentários!
Tenho a impressão de que estou em outro país quando leio notícias como estas. Tudo que o professor deseja é que seus alunos caminhem como a tecnologia e vice-versa, mas o abismo é profundo. O modelo de escola apresentado está longe do Brasil que eu conheço. Talvez um dia possamos conviver com a realidade digital tal qual se apresenta nesta reportagem, mas enquanto o professor tiver que mendigar salário,o pouco que recebe dificilmente dará para sonhar. Como somos brasileiros e não desistimos nunca, acreditar nesse sonho é o remédio.
O computador é, sem dúvida, uma ferramenta eficaz e atraente, pois faz parte do mundo de nossos alunos. Porém o que me preocupa é o"foco" dado a essa modernidade. Não adianta nada encher as escolas de computadores e os professores continuarem desvalorizados, reprimidos e sem acesso (muitos professores ainda estão longe desse mundo virtual) Enquanto não houver uma política de valorização do professor como pessoa e como profissional, pouco, ou quase nada, mudará.
Li, num livro de concurso de redação realizado pela SEE e pela Folha Dirigida alguns textos, e a qualidade deles me impressionou _ eram ruins - somente um chamou minha atenção. Nele, a aluna falava desse tema. Vivendo no interior e sem luz elétrica, ela se achava muito distante- analfabeta- desse mundo e conclui seu texto assim:
"Sinto-me um E.T. no tal mundo da Informática, que está há anos-luz de distância do meu. Faço parte de uma camada social que sente que seu país evoluiu muito nos meios de comunicação, mas que também cresceu na desigualdade, na corrupção e na má distribuição de renda. Enfim, em face do computador, sinto-me a pena."
Ainda falta muito para esse mundo maravilhoso da reportagem fazer parte do nosso cotidiano.
Concordo com Andreia ao dizer que de todas as aulas esse módulo foi(está sendo) o melhor. Há um conteúdo diferente do que estamos acostumados a ter nesses cursos.
É difícil realmente querer falar de computadores em sala de aula quando, muitas vezes, o professor não tem dinheiro nem para ter um computador em casa.
Nesse cenário, faço uma pergunta: será que não é realmente deste estímulo que estamos precisando? Acho que, se temos consciência disso, precisamos, como formadores de opinião, nos mexer para que esse abismo seja encurtado.
A respeito da aluna que disse que se sente uma ET frente a essas novas tecnologias, acho que, mesmo se nosso aluno não tem acesso a computadores etc., temos de alertá-los sobre sua existência: suas vantagens e possibilidades. Ou seja, quando, um dia, eles vierem a ter contato com a Internet e com outras maravilhas hipotéticas, poderão transformar um conhecimento vitual em um contato real.
Com essa iniciação teórica, jovens ETs poderão viajar de volta ao planeta Terra.
Sem dúvida a entrada dos computadores na vida das pessoas e na escola amplia o conhecimento, mas só a partir do momento que o acesso a varias fontes de pesquisa forem utilizadas.
Acho que a escola ainda está longe de aproveitar as inúmeras possibilidades que o mundo hi-tech pode proporcionar já que ainda estamos lidando com questões básicas como- O aluno deve ou não acessar o MSN ou o Orkut?
Antes temos que ter professores preparados para a utilização de tantos possiveis recursos. Só colocar computadores na escola sem que o professor esteja aberto a repensar, a se capacitar e modificar a sua prática em sala de aula continuará a manter o mesmo modelo de educação independente de quantos computadores a escola tiver.
Temos que transformar nossas salas de aula, e olha que a minha é uma quadra, em espaços multimídias como disse o ex-ministro Cristovan Buarque"o ensino exige um novo perfil de professor mais ligados aos recursos da modernidade".
Também gostei muito dessse módulo.
Muito se tem falado sobre a chegada dos computadores e outras tecnologias na escola. É importante que o computador seja encarado como um novo suporte, atraente sim e com muitos recursos fascinantes, mas que deve ser utilizado como mais um mecanismo na produção de conhecimento dentro do espaço escolar. É preciso evitar uma possível e nada útil supervalorização destes suportes para que não se perca de vista os objetivos da escola e, assim, não tornar toda comunidade escolar refém de mais um “oba-oba” desses que invadem a educação de tempos em tempos.
Acho interessante que, mesmo com passos inseguros, ainda meio incômodos e até aparentemente de tartaruga, aqui estamos nós, discutindo sobre essa nova (?) tecnologia, usando a mesma como suporte. Já não seria isso um começo?!? Eu tenho esperança... e até o nosso próximo encontro então, gente! Um abração a todos.
www.inquietacoes.blog-se.com.br
E notòrio o avanço da tecnologia nos tempos atuais e o quanto isso vem repercurtindo na vida de todos nòs , seja em qualquer parte do mundo .
Penso que a tecnologia è de extrema importância ,pois nos oportuniza a ter acesso a novos conhecimentos , e daì , criar-mos possibilidades de crescimentos .
Os avanços tecnológicos são, sem dúvida, essenciais ao campo educacional, uma vez que moderniza, atualiza e trabalha os famosos "conteúdos" de forma mais dinâmica, atrativa e completa. É sem dúvida algo que veio para aperfeiçoar a educação de hoje e ficar no cotidiano do professor e do aluno.
Quanto ao artigo publicado pela Revista "Isto é", acredito que,se esse sistema tornar-se realidade no ensino público, poderemos comemorar o grande passo dado na educação brasileira.
O texto publicado é excelente, embora esteja bem distante da nossa realidade como professores da rede pública de ensino. Nao quero entrar aqui em questoes governamentais e discutir o total descaso que as autoridades dao a educacao, porque o espaco seria insuficiente. Penso no que, nós, professores, podemos fazer para minimizar essa diferenca de oportunidades dentro de nossas salas de aula.Creio que a tecnologia tem que ser inserida e discutida com nossos alunos, mesmo que muitos ainda nao tenham acesso constante a ela, pois o objetivo do professor é sempre prepará-los para uma vida em sociedade, que inclui a competividade pelas melhores oportunidades de vida, onde, com certeza, cada vez mais haverá o domínio tecnológico.
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