sábado, 25 de agosto de 2007

Vila Isabel - Turma Manhã - Ida Rebelo

Professor-cursista, poste aqui seus comentários sobre a matéria "Educação na rede", da Revista Isto é. Clique no link abaixo para visualizar o referido artigo.

http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/1964/artigo52914-1.htm

Leia como preferir, não precisa ser uma leitura linear, do começo ao fim. Concentre-se no que achar mais interessante e, a seguir, faça um comentário.

Para fazer o comentário, basta clicar abaixo do quadro desta postagem na palavra comentários que tem um algarismo ao lado. Se o algarismo for zero (0), você será o primeiro a comentar, se não for, o algarismo corresponderá ao número de comentários já postados.

Sugestão: leia os comentários já feitos, antes de colocar o seu, pode ser que você queira comentar também o que outros disseram antes de você.

Se tiver dificuldades, entre em contato por correio eletrônico.


24 comentários:

Leo Mezenga disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leo Mezenga disse...

O desenvolvimento da tecnologia chega em todas as áreas,e a educação está tirando proveito disso.Em outros países isto já não é mais tão novo. Entretanto, ainda está muito longe da realidade brasileira, especialmente do ensino público.

Ida disse...

Leonardo, concordo com vc no seu comentário, mas é só esse o comentário sobre o texto da Isto é? AInda vem mais alguma coisa? tomara que sim!:)

Agora, veja se vc (e quem mais vier) concorda com a seguinte frase retirada do texto em questão: O ensino a distância pela rede, por exemplo, muitas vezes representa a diferença entre aprender ou não. Levando em conta muito do que falamos no sábado sobre limitações, dificuldades e alternativas, essa frase, na sua opinião pode ser considerada verdadeira? Para quem? Onde?

Abraços

Marta disse...

Texto interessante, mas ficam alguns questionamentos. Pode ser que ninguém concorde comigo, mas lá vai.
Na parte do texto que diz: "O computador entrou de tal forma na rotina dos brasileiros que é difícil lembrar como nos correspondíamos antes dos emails."
Essa parte foi forte. Não lembrar de como fazíamos há tempos é estar fora da realidade. Mesmo para os mais novos. Pois nas escolas, pelo menos eu, como professora de inglês e português, falamos de como era a comunicação anteriormente.
No trecho "Um dos poucos setores que permanecem distantes das maravilhas tecnológicas foi a educação, justamente onde a inovação é mais necessária."
Realmente, não somente mudanças tecnológicas mas postura de inovação, que anda faltando em a lguns. Por parte de docentes, há muita falha, pois alguns ainda rejeitam a tecnologia. Por parte dos governos, não há seriedade, pois colocar computadores e etc em escolas mal-estruturadas, que mal funcionam banheiros, como exemplo, é o fim. Vide o projeto dos laptops. Como saiu em um jornal, não me lembro qual, as crianças estavam jogando e no bate-papo, quando deveriam estar fazendo pesquisas. Algumas chegaram a dizer que estavam doidas para ir à escola , pois iriam jogar no laptop e ficar no bate-papo!
Com respeito ao trecho, "Agora, em muitas salas do Brasil o domínio do giz começa a dar lugar à era digital."
Realmente, algumas salas, de escolas particulares, de primeira, têm aulas digitais. Um espetáculo aprender o relevo, planaltos e planícies com skate. Nota dez! Algumas escolas públicas têm a parte digital, pois eu mesma trabalhei em uma, com meus alunos de ensino médio, e desenvolvemos Webquests, jornal mensal, sendo inclusive patrocinado pela SEE/RJ, entre outras atividades que davam para ser feitas.
Dá para concluir que as elites , no geral, é que se beneficiam, como fica evidenciado no trecho
"Lousas eletrônicas e recursos de realidade virtual já são usados com ótimos resultados nas escolas particulares e o ensino público também "caiu" na rede."
Com relação ao trecho "A educação pela internet potencializa a chance de termos um país mais igualitário", observa Frederic Litto, presidente da Abed reitero que seria ótimo se fosse igual mesmo, para todos, pois tudo é demagógico em relação ao ensino público. Com certeza, há escolas públicas, se procurarmos acharemos, que investem em tecnologia, mas são poucas num universo de milhares.
No trecho "No Ciep Mestre Marçal, de Rio das Ostras (RJ) - que adotou o Sua Escola como política pública em 2004 -, a professora de geografia Adriana de Souza Lopes vê mudanças comportamentais. "Os alunos perderam a timidez e passaram a interagir mais", avalia. O melhor indicador, porém, é a taxa de aprovação dos estudantes ligados ao Sua Escola: 93,2% em 2006.", a professora e os alunos estão de parabéns, mas há de se convir que é uma escola de um lugar pequeno e bem estruturado, e com apoio de uma fundação, que somente beneficia 40 escolas, como a de Araxá.
Deixa eu terminar. Escrevo mais do que falo, viu Professora Ida!
Na minha opinião, enquanto não houver uma mudança séria e relevante na educação, com escolas bem estruturadas no geral, docentes capacitados e motivados, não fala nem dos salários, que são absurdos, tudo isso não vai passar de mera pretensão eleitoreira, demagógica e com intuito de promover alguém , como sempre acontece no Brasil.
Como amante da tecnologia fico presa, agora, pois nas minhas escolas atuais não há como usar os pcs. As salas estão fechadas. Como se vê, dinheiro jogado fora.
Um abraço
Marta Lima e Sousa

Marta disse...

Oi Professora Ida ;)
"O ensino a distância pela rede, por exemplo, muitas vezes representa a diferença entre aprender ou não."
Na minha opinião, é verdardeira, pois dependendo do objetivo da pessoa, esta pode aprender ou não. Tenho um exemplo de uma pós feita à distância. Houve casos, na turma, de pagarem alguém para fazer a monografia. Quando soube achei um absurdo, pois eu fiz a minha monografia, tim-tim por tim-tim, tive erros e acertos, lógico, mas com a orientação da tutoria tudo se resolveu. O que me deixou desacreditada de uma pós à distância foi esse episódio.
Porém, já fiz outros curso que foram excelentes, desde os grupos à tutoria, organização, outros foram nota 0 ( zero ).
POr outro lado, a educação `dist^sncia, desde que levada a sério, é ótima para os tempos atuais., com a nossa eterna falta de tempo apra deslocamentos.
Um abraço
Marta

Ida disse...

Olá, Marta,

excelentes intervenções! Vou responder no fim de semana, porque este semana tem sido difícil. Grande abraço para vc e para todos os cursistas!

Ida disse...

O Frank mandou o link para o texto do Umberto Eco, sobre a bibliotca de Alexandria que eu também achei bem interessante e recomendo:
http://www.ofaj.com.br/textos_conteudo.php?cod=16

Se não aparecer completo aqui, vou enviar para todos por mail.

Abraços,

Ida disse...

Marta,

Vc poderia enviar uma mail para o meu endereço de modo que eu possa confirmar o seu? É que tive dúvidas em uma das letras e não pude cadastrá-la. Obrigada, Ida

Ida disse...

Adriano, Georgete e Lyzandro,

Seus endereços estão dando erro, peço que verifiquem se estão corretos. Vejam, abaixo:
acfecher@hotmail.com
lbpgo@br.inter.net
lyzandro@pop.com.br

Obrigada,

Shalom - Muita Paz! disse...

Olá, professora Ida!!! Desculpe-me a demora! Bem, o texto é realmente interessante, e as abordagens feitas pela Marta também! Sou a favor da implementação dessas tecnologias na educação, já que fazem parte do contexto social em que nós e nossos alunos estamos inseridos. Em uma sociedade globalizada, nada mais necessário que a democratização do saber através das tecnologias (O EAD é um exemplo). Sei também que esse universo tecnológico é tão atraente e sedutor que, de certa forma, acaba ofuscando o brilho da escola, que passa a ser compreendida como um lugar desinteressante pelos alunos jovens e adolescentes. Integrar essas tecnologias (tão sedutoras) ao dia-a-dia escolar, parece-me, realmente, tão necessário quanto óbvio. No entanto, a implementação de novas políticas educacionais não podem figurar como a resolução de todos os problemas, já que a maioria destes resultam da constante depreciação, por parte dos órgãos governamentais, aos profissionais da educação.

Unknown disse...

Receio parecer redundante, mas é de fato óbvio que uma boa estrutura tecnológica faz grande diferença. Após nosso encontro de 25/08, alias, durante o encontro, ocorreu-nos a idéia de realizar uma tarefa via net. Tudo está ainda em curso, entretanto já pude perceber certa tensão (no bom sentido) e uma resposta um tanto quanto diferente da de projetos anteriores. Os alunos receberam bem nossa sugestão (nem sempre é assim) e alguns até já nos mandaram um esboço para análise.
Quanto ao que, a rigor, interessa, voltamos a dizer que qualquer tentativa de "sacudir" o modelo atual torna-se bem vinda na medida em que encontra-se instalado um grande marasmo educacional (com poucos lampejos de criatividade). Essa nova ferramenta apresenta-se como uma alternativa maravilhosa. Tememeos, porém, o advento de possíveis fraudes (como a relatada pela colega Marta), o que não constitui motivo para o abandono do projeto; mecanismos de controle rigorosos precisam ser criados. A respeito da aquisição de computadores para as escolas públicas , mais que importante, torna-se imprescindível, sobretudo nesta era de globalização. No cotidiano do aluno fora da escola, há atrativos altamente sedutores e ela (a escola) precisa redimensionar os seus. Acompanhando esse importante recurso, faz-se mister aquelas melhorias trabalhistas que são nossas velhas conhecidas!

Um grande abraço.
Roberto
A propósito, fiquei muito satisfeito com o rumo do encontro de 25/8. Acho que nos foi revelado um novo enfoque para o uso da mídia na escola.

Anônimo disse...

Olá galera!
Sem dúvida a Informática já é uma realidade na comunidade escolar. Fiquei sonhando e me vendo em frente à lousa digital, dando aula aos meus alunos da escola pública. Que sonho! A escola que trabalho, Luís Gonzaga, não tem um computador para o meu aluno ter acesso à Internet. Que responsabilidade governamental! Trabalho no Rio de Janeiro – Jacarepaguá.

O ensino à distância é fato. Acredito nessa possibilidade virtual, pois a aprendizagem vai depender do interesse e responsabilidade de cada aluno, que tem as aulas e uma rica biblioteca virtual para pesquisar. É óbvio que haverá aquele aluno descompromissado, apenas interessado no título. Isso também ocorre numa sala de aula real. Afinal, é o mercado de trabalho que dará conta desse “espertinho”.

Além do mais, essa modalidade educacional (via Internet) me lembrou muito dos cursos por correspondência que havia antigamente. Só as pessoas interessadas na aquisição do conhecimento os buscavam.

A leitura do texto “A educação na rede” evidenciou uma experiência vivenciada por mim na escola particular. A escola desenvolvia um projeto chamado “Devemos aprender a conviver com nossas diferenças”. A partir do projeto, elaborei, com muita insegurança, um planejamento de aulas para o Nono Ano, para ser desenvolvido em quatro tempos. Vejam o roteiro:

1 – pesquisar o tema na Internet;
2 – selecionar textos que apresentam diferentes visões sobre o tema;
3 – ler o texto em sala e comentar;
4 – dividir a turma em grupos (quatro pessoas), debater o tema através do MSN, entre os componentes do grupo, usando a linguagem da Internet;
5 – imprimir o comentário do grupo;
6 – na sala, trocar os textos entre os grupos;
7 – reescrever o texto na linguagem padrão;
8 – elaborar uma redação argumentativa sobre o tema.

A aula foi um sucesso. Observei que eu não dominava a linguagem dos internetês e eles (alunos) me ensinaram. Houve uma grande troca.
Aquele abraço,
Vitor Dias

OBS.: Leiam, na revista Veja, desta semana – 11/09/2007, o Ponto de Vista de Lya Luft, p. 18 e a reportagem “A riqueza da língua” de Jerônimo Teixeira, p. 88 a 99. Os textos são muito interessantes.

Anônimo disse...

Galera!
Não sou anônimo, o meu nome é Vitor Dias. Esqueci a tecla OUTRO.

Anônimo disse...

Quando descrevo uma lousa digital para os alunos, eles, reais conhecedores de como é a estrutura física de uma escola pública e das ações dos governantes em relação
a ela, dizem que eu devo esperar SENTADA por essa lousa, assim como estamos esperando, há dez anos, a cobertura da quadra da escola.

Concordo com a última fala do senador Cristovam Buarque, pois
já vivenciei situações em que os governantes falavam que dariam reais condições de trabalho ao professor, mas, na realidade, nada foi feito e, muitas vezes,
esse professsor teve de usar
muita criatividade e parte do próprio e MAGRO salário para
concretizar o que planejara.
Para comprovar tal fato, menciono
uma professora que comprou filmes e reproduções de pinturas para poder usá-los nas aulas.

Já a eficâcia do ensino à distância está totalmente relacionada aos objetivos de quem dele participar.

Em tempo, precisamos analisar melhor o fato de dizerem que o professor tem medo de perder o poder. Pela experiência de mais de vinte anos, em sala de aula, percebi que a relação professor-aluno passa pelo respeito que um deve ter pelo outro e que não se deve apenas falar, mas ser exemplo.
A relação de poder está relacionada ao que decretam os que estão fora da sala de aula.
G

Anônimo disse...

Retificação em 09 de setembro de 2007
Onde se lê "Já a eficâcia do ensino à distância está totalmente relacionada aos objetivos de quem dele participar.", leia-se "Já a eficácia do ensino a distância está totalmente relacionada aos objetivos de quem dele participar."
G

Ida disse...

QUeridos alunos, antes de mais nada, estou muito contente com a participação dos que já postaram e acredito que mts mais ainda vão se animar a fazê-lo.

Eu estive estruturando respostas para cada coment, mas só o da Marta ia levar muito texto o que é inadequado para um coment de blog. (sim fiquei super contente que vc escreve mais do que fala, ou seja, vc se manifesta mesmo que não tanto em sala. Isso só reforça, porém, a minha posição quando eu digo que esses meios de publicação digital têm o mérito de tornar o indíviduo mais autônomo e participativo pois diminui o filtro de auto-censura e de expectativa da crítica do outro.)

Assim, peço que continuem comentando aqui, para que todos tenham acesso, e verifiquem seus mails, pois é para eles que vou dirigir os meus comentários, em email coletivo, com cópia para todos.

Estou super animada com a discussão, aguardem-me!

Abração, Ida

Ida disse...

Vitor, o seu depoimento foi sensacional e mostra, empiricamente, exatamente aquilo pelo qual me debato há alguns anos, desde que comecei a formar professores para o uso das TIC. Adorei o título do projeto "viver com as nossas diferenças". E, a propósito, achei excelente a proposta de trabalho, acho que pode ser aproveitada por todos, com adaptações ou sem elas.

Ida disse...

Salomé, Roberto e G,

ainda volto para os comentários de vcs. Tenho que interromper agora, ma até amanhã vou postar.

Todos,
enviei um mail com comentários, podem responder por mail, mas tentem fazer "responder a todos" ou "reply to all" assim todos participamos.

Abraços, Ida

Ida disse...

Adriano, Georgete e Lyzandro,

Seus endereços AINDA estão dando erro. Vejam, abaixo:
acfecher@hotmail.com
lbpgo@br.inter.net
lyzandro@pop.com.br

Agora, o da Maria Julia também deu:
marcus.frade@hotmail.com

Peço que verifiquem se estão corretos.
Obrigada,

Franquilim Cerqueira disse...

Olá Ida e colegas,

Depois de ler a reportagem, creio que seja inevitável a entrada da tecnologia no ensino público, porém, a condução do processo e a viabilidade técnica sejam fatores de obstrução para a demanda pedagógica, em se tratando de política pública de educação.
Quero compartilhar o meu êxito frente às turmas de Engenheiro Pedreira, principalmente, no que tange o ensino de língua estrangeira. O alunado, em muitos casos, excluído digital, sente-se valorizado por deparar-se com duas novidades: a linguagem e a informática.

Espero ver todos no dia 25.
Positivo e operante.

Anônimo disse...

REFORMA ORTOGRÁFICA COMEÇA NOS LIVROS DIDÁTICOS

Em 1990, Brasil, Angola, Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e
São Tomé e Príncipe chegaram a um Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
(Veja mais detalhes em
http://pt.wikipedia.org:80/wiki/Acordo_Ortográfico_de_1990), visando criar
uma ortografia unificada para todos estes países. Desde então, as novas
regras esperam o fim dos debates parlamentares em cada país e por processos
burocráticos para serem implementadas. Mas a previsão é que as modificações
comecem a valer a partir de 2008. E começam com os livros didáticos "Esse
edital, para os livros que serão usados em 2009, deve ser fechado com as
novas regras", afirmou o assessor especial do MEC, Carlos Alberto Xavier, em
reportagem da Folhaonline. Entre as alterações está a abolição do trema e a
incorporação das letras k, w e y.



BRASIL SE PREPARA PARA REFORMA ORTOGRÁFICA
DANIELA TÓFOLI (da Folha de
S.Paulo)

O fim do trema está decretado desde dezembro do ano passado. Os dois pontos
que ficam em cima da letra u sobrevivem no corredor da morte à espera de
seus algozes. Enquanto isso, continuam fazendo dos desatentos suas vítimas,
que se esquecem de colocá-los em palavras como freqüente e lingüiça e,
assim, perdem pontos em provas e concursos.
O Brasil começa a se preparar para a mudança ortográfica que, além do trema,
acaba com os acentos de vôo, lêem, heróico e muitos outros. A nova
ortografia também altera as regras do hífen e incorpora ao alfabeto as
letras k, w e y. As alterações foram discutidas entre os oito países que
usam a língua portuguesa --uma população estimada hoje em 230 milhões-- e
têm como objetivo aproximar essas culturas.
Não há um dia marcado para que as mudanças ocorram --especialistas estimam
que seja necessário um período de dois anos para a sociedade se acostumar.
Mas a previsão é que a modificação comece em 2008.
O Ministério da Educação prepara a próxima licitação dos livros didáticos,
que deve ocorrer em dezembro, pedindo a nova ortografia. "Esse edital, para
os livros que serão usados em 2009, deve ser fechado com as novas regras",
afirma o assessor especial do MEC, Carlos Alberto Xavier.
É pela sala de aula que a mudança deve mesmo começar, afirma o embaixador
Lauro Moreira, representante brasileiro na CPLP (Comissão de Países de
Língua Portuguesa). "Não tenho dúvida de que, quando a nova ortografia
chegar às escolas, toda a sociedade se adequará. Levará um tempo para que as
pessoas se acostumem com a nova grafia, como ocorreu com a reforma
ortográfica de 1971, mas ela entrará em vigor aos poucos."
Tecnicamente, diz Moreira, a nova ortografia já poderia estar em vigor desde
o início do ano. Isso porque a CPLP definiu que, quando três países
ratificassem o acordo, ele já poderia ser vigorar. O Brasil ratificou em
2004. Cabo Verde, em fevereiro de 2006, e São Tomé e Príncipe, em dezembro.
António Ilharco, assessor da CPLP, lembra que é preciso um processo de
convergência para que a grafia atual se unifique com a nova. "Não se pode
esperar resultados imediatos."
A nova ortografia deveria começar, também, nos outros cinco países que falam
português (Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste). Mas
eles ainda não ratificaram o acordo.
"O problema é Portugal, que está hesitante. Do jeito que está, o Brasil fica
um pouco sozinho nessa história. A ortografia se torna mais simples, mas não
cumpre o objetivo inicial de padronizar a língua", diz Moreira.
"Hoje, é preciso redigir dois documentos nas entidades internacionais: com a
grafia de Portugal e do Brasil. Não faz sentido", afirma o presidente da
Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça.
Para ele, Portugal não tem motivos para a resistência. "Fala-se de uma
pressão das editoras, que não querem mudar seus arquivos, e de um
conservadorismo lingüístico. Isso não é desculpa", afirma.

O QUE MUDA COM A REFORMA DA LÍNGUA PORTUGUESA

(da Folha de S.Paulo)

As novas regras da língua portuguesa devem começar a ser implementadas em
2008. Mudanças incluem fim do trema e devem mudar entre 0,5% e 2% do
vocabulário brasileiro. Veja abaixo quais são as mudanças.
HÍFEN
Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser
duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra",
"infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com
r -ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado",
"inter-resistente" e "super-revista"
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma
vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"
TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:
1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o
artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e
"lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação
da preposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e
"pera" (preposição arcaica)
ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"
ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do
subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia
correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"
2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se
tornam "enjoo" e "voo"
ACENTO AGUDO
Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como
"assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"
2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de
ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e
"baiuca"
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico
precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas
formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem
(arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem
GRAFIA
No português lusitano:
1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são
pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam
"ação", "ato", "adoção" e "ótimo"
2. será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "húmido", que serão
grafadas como no Brasil -"erva" e "úmido"


COLÉGIO TROCARÁ LIVROS DIDÁTICOS EM ATÉ 2 ANOS
(da
Folha de S.Paulo)

Colégios particulares de São Paulo já estão se preparando para a reforma
ortográfica. As 165 escolas associadas da rede Pueri Domus, por exemplo,
terão, em até dois anos, todo o material didático adequado às novas regras.
Na Fuvest, o maior vestibular do país, não há data definida para a aplicação
das regras. Na editora Sextante, a nova ortografia passará a ser incorporada
aos novos livros e aos títulos do catálogo à medida que forem,
respectivamente, lançados e reimpressos. Já a Companhia das Letras e a Nova
Fronteira informaram que ainda não definiram de que forma farão as
alterações.
Antonio Carlos Sartini, superintendente do Museu da Língua Portuguesa,
também aguarda o início da nova ortografia. "Estaremos atentos e iremos
observar e analisar todas as mudanças."

1. Hélio Schwartsman - Reforma estúpida - 23/08/2007
.. o que talvez não faça. Em segundo e mais importante, é errado e inútil
tentar definir os rumos de uma língua natural. Só vão sair ganhando aqueles
editores mais ágeis, que ... dicionários, gramáticas, cursos de atualização
e material didático de acordo com a "nova ortografia" --e é aí que reside a
esperteza. Nunca foram meia dúzia de consoantes mudas ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult510u322182.shtml

2.O que muda com a reforma da língua portuguesa - 20/08/2007
O que muda com a reforma da língua portuguesa da Folha de S.Paulo As novas
regras da ... Turismo 20/08/2007 09h15 O que muda com a reforma da língua
portuguesa da Folha de S.Paulo As novas regras da língua portuguesa devem
começar a ser implementadas em 2008. Mudanças ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u321373.shtml

3. Educação - Colégio trocará livros didáticos em até 2 anos - 20/08/2007
.. vestibular do país, não há data definida para a aplicação das regras. Na
editora Sextante, a nova ortografia passará a ser incorporada aos novos
livros e aos títulos do catálogo à ... ainda não definiram de que forma
farão as alterações. Antonio Carlos Sartini, superintendente do Museu da
Língua Portuguesa, também aguarda o início da nova ortografia. "Estaremos
..
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u321372.shtml

4. Educação - Brasil se prepara para reforma ortográfica - 20/08/2007
.. ortográfica que, além do trema, acaba com os acentos de vôo, lêem,
heróico e muitos outros. A nova ortografia também altera as regras do hífen
e incorpora ao alfabeto as letras k, ... incorpora ao alfabeto as letras k,
w e y. As alterações foram discutidas entre os oito países que usam a língua
portuguesa --uma população estimada hoje em 230 milhões-- e têm ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u321371.shtml

5. Educação - Brasil se prepara para reforma ortográfica - 20/08/2007
.. ortográfica que, além do trema, acaba com os acentos de vôo, lêem,
heróico e muitos outros. A nova ortografia também altera as regras do hífen
e incorpora ao alfabeto as letras k, ... incorpora ao alfabeto as letras k,
w e y. As alterações foram discutidas entre os oito países que usam a língua
portuguesa --uma população estimada hoje em 230 milhões-- e têm ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u321396.shtml

6. Prefeitura vai multar por erros de português em outdoors em SC -
23/02/2006
.. da Silva (PSDB), é "reprimir a desobediência da correta aplicação das
normas de gramática oficiais da língua". "As agências [de publicidade] não
têm essa preocupação. Mas há de ... peças publicitárias existem erros dos
mais diversos tipos. "Os mais freqüentes são os de ortografia, de
concordância, de pontuação e de regência." A lei diz que qualquer cidadão
..
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u118653.shtml

7. Site de universidade inglesa oferece dialetos ciganos - 30/01/2006
.. A universidade inglesa assumiu a tarefa, inédita no mundo, de
transcrever os diversos dialetos dessa língua, falada por pequenos grupos em
42 países europeus. O site www.llc. ... codificar seu idioma, transmitido na
maioria das vezes oralmente, e chegar a um acordo sobre sua ortografia. O
professor Yaron Matras, diretor de lingüística romani da Universidade ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u19574.shtml

8. Prefeito de Foz do Iguaçu diz estar decidido a adotar grafia com "ss" -
20/10/2005
.. definir os nomes de suas ocorrências geográficas. "Eles vão ter que
passar a vida se explicando." Ortografia A cidade, localizada na Tríplice
Fronteira entre Brasil, Paraguai e ... Argentina, distante 637 km de
Curitiba, já foi grafada Foz do Iguassu de 1914 a 1943. Mudou a ortografia
quando um acordo entre Brasil e Portugal padronizou o "c" cedilhado para ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u114318.shtml

9. Unificação da ortografia é gesto político - 22/10/2004
.. 22/10/2004 09h25 Unificação da ortografia é gesto político THAÍS
NICOLETI DE CAMARGO Especial para a Folha Uma língua é muito mais que a sua
ortografia. É um sistema de representação verbal ... indivíduos Como
conjunto de mecanismos e recursos expressivos que traduzem a cultura de um
povo, uma língua, quando falada em diferentes países, assume características
próprias, ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u16287.shtml

10. Brasil dá primeiro passo para unificar língua portuguesa - 22/10/2004
.. 22/10/2004 09h24 Brasil dá primeiro passo para unificar língua
portuguesa ANDRÉ SOLIANI da Folha de S. Paulo , em Brasília As duas
ortografias oficiais da língua portuguesa --a do ... brasileiro aprovou um
protocolo que deverá, em breve, promover a unificação. Com a reforma pela
qual a língua passará, o trema deixará de existir, a não ser em nomes
próprios e ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u16286.shtml

11. O trema, redivivo - 22/01/2004
.. páginas da Folha há mais de uma década, na semana passada o trema
ressurgiu no jornal. Abolido da ortografia oficial de Portugal em janeiro de
1946, o trema faz parte do sistema ... Academia Brasileira de Letras aprovou
as "Instruções para a Organização do Vocabulário Ortográfico da Língua
Portuguesa". O trema está lá, num dos itens do capítulo XII ("Acentuação ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u14840.shtml

12. Sabe quem faz aniversário hoje? - 18/12/2003
.. exatos 32 anos, foi sancionada a lei 5.765, cujo texto começa assim:
"Aprova alterações na ortografia da língua portuguesa e dá outras
providências". É bom lembrar que a lei ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u14622.shtml

13. O bê-á-bá na faculdade - 29/07/2003
.. Passaram pelo ensino fundamental, pelo ensino médio e chegaram à
universidade com grande desconhecimento da língua portuguesa. Têm
dificuldade, sobretudo, em interpretar e redigir ... que a Folha de S.Paulo
teve acesso, em diferentes faculdades, há problemas de concordância,
ortografia e mesmo de separação de sílabas. Mas o principal desafio é
expressar, com ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u491.shtml

14. Use a internet para melhorar o seu português - 18/06/2003
.. lugar para esclarecer questões de português. Um bom site com testes de
conhecimentos, com jogos, é Nossa Língua Portuguesa (
www.uol.com.br/linguaportuguesa ), de Pasquale Cipro ... sintaxe são algumas
das seções da página www.portugues.com.br Há ainda cursos em tempo real de
ortografia e redação empresarial, que podem ser pagos via boleto bancário.
As dicas ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u13204.shtml

15. Resumão/português - Armadilhas da ortografia - 04/10/2001 09h40
.. 04/10/2001 09h40 Resumão/português - Armadilhas da ortografia THAÍS
NICOLETI DE CAMARGO especial para a Folha de S.Paulo Já se disse muitas
vezes que o idioma tem suas armadilhas e que quem ... particípio um
adjetivo. Na dúvida, consulte um bom dicionário. Thaís Nicoleti de Camargo é
consultora de língua portuguesa da Folha e apresentadora das aulas de
gramática do programa ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u6243.shtml

Filomena Fernandes disse...

EDUCAÇÃO X MÍDIAS

Estamos na era dos grandes avanços tecnológicos e as mudanças nessa área vêem ocorrendo de uma forma assustadoramente rápida; em um piscar de olhos, um aparelho que você comprou hoje, amanhã já poderá ser considerado obsoleto. A tecnologia vem avançando muito rápido nos últimos anos; isso é inquestionável. Naturalmente que a educação tem que tirar proveito disso, como vem acontecendo, contudo tem-se glamorizado demais esses recursos advindos desse avanço em detrimento de outras ferramentas igualmente ou mais interessantes, úteis na relação professor/aluno/educação e na melhoria da qualidade de nossas aulas.
Há espaço para o uso de todas as mídias na educação; das mais antigas!?, as mais modernas. A questão é empregar o bom senso aliando-o a um bom planejamento, após conhecer a (s) turma (s) na qual irá trabalhar, adequando (mídias) ao conteúdo. O professor não deveria fazer uso somente das ferramentas mais modernas disponibilizadas pela tecnologia, a fim de melhor estimular seus alunos e melhorar a qualidade de suas aulas (lousa digital, por exemplo). Ele poderá dar uma aula atraente, produtiva utilizando a lousa comum (o quadro comum) e o giz. Para isso, ele precisa amar o magistério, ter boa vontade, planejar-se; disponibilidade de tempo.
O maior empecilho para se fazer o planejamento de uma boa aula é o tempo que o professor precisa dispor na preparação desta. Temos excelentes professores na rede estadual que procuram se capacitar, reciclar, são criativos, conscientes, idealistas, em condições de fazer grande diferença para a educação e principalmente na vida de seus alunos, mas que também sobrevivem do magistério e têm muitas vezes que pagar os cursos e precisam do tempo parar fazer os planejamentos e repousar. Afinal, nós professores não somos virtuais, somos reais. Na verdade estamos diante de um grande paradoxo. O ser humano cresce na medida que interage com o outro e não com máquinas. Temos que colocar as máquinas nos seus devidos lugares; servindo de apoio para as nossas aulas, complementando-as e enriquecendo-as, colaborando para o nosso crescimento.

Adriano de Carvalho Fecher disse...

Olá, Ida e Caros Colegas,

A matéria, a meu ver, é pertinente. Por outro lado, acredito que muitas das informações veiculadas já eram de nosso conhecimento, afinal de contas o contato com instrumentos informatizados acontece diariamente.

Está óbvio para todos que a tecnologia é impreterível em qualquer campo do conhecimento humano. Todavia, as implementações tecnológicas sempre caminham lenta e apaticamente para os desabastados, gerando dessa forma o grande contingente de excluídos digitalmente.

A profa. Marta, em minha opinião, soube ler muito bem o texto, fazendo ótimas ponderações. Em certo trecho, ela diz: “Por parte dos governos, não há seriedade, pois colocar computadores e etc. em escolas mal-estruturadas, que mal funcionam banheiros, como exemplo, é o fim.” Nesse trecho ela deixa o recado que – acredito – todos gostariam de enviar aos governantes. Ela disse tudo!

Quanto à resistência ao computador e a suas linguagens específicas por parte de professores, entendo que seja necessário que os resistentes passem a compreender a mudança tecnológica de nosso tempo, há muito inevitável. Essa mudança deve acontecer o quanto antes, sob pena de se tornarem “dinossauros”.

Por último, gostaria de dizer que tecnologia e educação não caminham juntas, a tecnologia está à frente. Devemos, então, alcançá-la, pois não é um bicho-de-sete-cabeças, mas sim um instrumento valioso e interessantíssimo.

Adriano

Anônimo disse...

Olá pessoal,

Foram tantos os comentários interessantes, que apesar de ter lido todos antes de formular o meu, acredito que não conseguirei ser nem um pouco original. Mas lá vai...

O que mais achei interessante no texto proposto foi descobrir a possibilidades de parcerias de algumas escolas com empresas privadas ou projetos inovadores, que nos possibilitam ainda sonhar em tornar isso tudo real.

Sabemos que a realidade do nosso aluno é muito diferente da proposta no texto, e que a utilização dessas “ferramentas” tecnológicas seria um grande passo, mas conciliar esses “mundos”: professor/aluno, professor/tecnologia, aluno/tecnologia,... é o grande desafio.

Infelizmente o mundo gira em torno de “verba”,“investimento”,“acordos”,... E no meio disso tudo, a educação fica restrita a imagens estáticas, livros “de papel”, carteiras seculares. Enquanto o “mundo” dos alunos, do lado de fora dos muros da escola, gira em torno de imagens digitais, blogs, músicas eletrônicas, propagandas interativas,...

Se podemos unir, mesmo que aos poucos, esses 2 mundos, não devemos medir esforços. Pois adivinhe quem ficará para trás? Quem será descartado?

Beijos,
Até daqui a pouco.

Gisele Araújo.